Mostrando postagens com marcador confusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador confusão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A vida e seu jeito de ser



Sempre desejei alguém que cuidasse de mim e que dissesse o quanto gosta do meu jeito de ser, do meu sorriso, da minha voz e até mesmo do meu jeito cínico de falar quando me irrito.
Tantas vezes reclamei por nunca ter escutado de nenhum homem a palavra “eu te amo”. O mais irônico é que isso aconteceu há alguns dias e ainda sinto o mesmo frio na barriga que senti naquele instante. 
Acho que apesar de esperar ansiosa por esse momento, ainda não estava pronta para algo tão intenso. Eu não estava pronta para ele. Eu não queria nada dele.
Quando fico só, recordo de coisas que pensava ter superado. Sinto falta de quem eu era, do momento em que estava forte e conseguia ser o porto seguro das pessoas. Me sinto fraca, esgotada. Preciso fugir desse mundo nem que seja apenas por uma noite ou até mesmo por algumas horas.
Sinto que estou me perdendo novamente, mas dessa vez não cometerei os mesmos erros do passado. Sem tentativas de adeus, sem gotas de sangue, sem desperdício de lágrimas. Vou apenas viver de forma realista, sem acreditar em contos de fadas e sem buscar a perfeição.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Devaneios de uma vida



Passei horas me perguntando o motivo da falta de entendimento entre as pessoas, apesar de ser algo inútil, pois se alguém soubesse a resposta isso não aconteceria mais. Incontáveis vezes senti vontade de chorar e me entregar, como uma pessoa doente abre mão da vida.
Raiva, amargura, decepção e sofrimento. Porque nada pode acontecer da forma como planejamos? Seria tão difícil amar e ser amado? E quando fantasmas ressurgem e nos tiram do eixo, o que devemos fazer?
Minhas respostas costumam ser tão agradáveis, mas quando se trata de mim, não sei o que pensar e nem mesmo como agir.
As coisas fugiram ao controle, nada faz sentido quando buscamos explicação para algo que você não pode controlar e nem mesmo desvendar o que desencadeou essa ação.
É insensato pensar que a vida pode ser como um conto de fadas, Romeu pode estar cego e Julieta pode não querer se entregar por completo, pois alguém já a fez sangrar e toda vez que ela se olha no espelho, a imensa cicatriz dói e a faz lembrar de que o tempo passou devagar enquanto ela se recuperava.
A vida não é como queremos. Agora esta tudo bem, mas enquanto termino essa frase ela pode ter se transformado em algo ruim. A única coisa que continuo tendo certeza é que tudo isso um dia acaba, mas não cabe a mim decidir quando.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mudanças e adaptações




Sinto um nó se formando em minha garganta, coração acelera e os olhos vagam pelo quarto, procurando nas paredes limpas algum vestígio de consciência.
Aconteceram tantas coisas em tão pouco tempo que me sinto insegura para seguir e ao mesmo tempo o que mais desejo é me libertar, esquecer o passado e viver apenas o presente.
E essas perguntas que se formam em minha mente? E a vontade de se desligar por período indeterminado?
Quero colo. Preciso de colo, antes que me desespere.
Acredito que esse misto de vazio e ansiedade é apenas um meio que Deus encontrou pra nos provar que quando deixamos de acreditar nele, 1 milésimo de segundo que seja, nos tornamos fracas e vulneráveis. E isso não mais quero ser!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Eu não sei na verdade quem eu sou




Descobrir de onde veio cada pedaço de mim, de onde foi que surgiu cada sentimento e como se formaram as cicatrizes.
“Eu não sei na verdade quem eu sou”, já dizia a canção, ou seria apenas mais uma tradução do que restou em mim?
São tantos conceitos pré-estabelecidos que me perco enquanto busco uma única verdade absoluta. Encontro lacunas indecifráveis, quando na verdade queria simples respostas poéticas.
Como descansar? Se mesmo cansada prefiro continuar.
Como não errar? Se sempre insisto em partir e voltar.
Como me ajudar? Se sempre me preocupo mais com seu próprio bem estar.


*** Eu não sei na verdade quem eu sou - O Teatro Mágico

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Inconstância repentina




A pior coisa do mundo não é sentir-se perdido em meio a multidão ou amedrontado ao deparar-se com o desconhecido, mas sim saber exatamente onde se encontra e não ter a mínima ideia do que se deseja.
Sonhos podem te levar a lugares inabitados, diferentes e encantadores, porem nem todos os sonhos são seus. Pode ser que no meio do caminho você descubra que na verdade o que você sonhava era bem mais simples do que o que foi planejado durante sua vida toda.
E o que nos resta? Seguir? Voltar atrás? Ou simplesmente mudar de direção?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Alheia a si mesma




Como uma estranha dentro de seu próprio corpo, ela apenas buscava uma justificativa sábia para tudo o que acontecia bem lá no fundo do coração.
De repente tudo estava diferente. Sentia o medo do que podia acontecer, mas a esperança alimentava aquela desconhecida sensação.
Com os sentidos aguçados, podia sentir aquele aroma desconcertante há quilômetros de distância. Bastava um ruído para que a pulsação acelerasse mais que o normal.
Aquilo não podia estar acontecendo. Não entendia como caíra nessa armadilha. Logo ela, que sempre soube lidar com os sentimentos alheios, agora se encontrava em um beco sem saída e sua única escolha era se apegar àquele sentimento assustador.
Tentou agir com indiferença. Não funcionou. O amor a consumiu por completa.
A história que havia sido escrita antes mesmo dela se dar conta de que não possuía controle sobre nada estava sendo rasurada e nada mais podia ser feito.

domingo, 27 de novembro de 2011

Incontrolável ...




É difícil admitir, mas sinto medo. Incrível como acontecimentos passados deixam marcas. Mais incrível ainda é recordar disso quando o que mais desejo é esquecer.
Não quero passar por tudo novamente... Não quero sentir dor e fingir que não me importo.
Não faz muito tempo que sentia meu corpo estremecer quando ele me olhava nos olhos, mas sempre parecia que havia algo errado, era como se quisesse dizer algo, mas ele nunca disse...
Segui em frente desejando que um dia ele me amasse como eu o amava... O tempo passou... Sofri muito!!! Nunca tinha sentido uma dor tão forte quanto a que senti quando soube que ele não me queria da mesma forma que eu o queria... Pensei que nunca iria me recuperar...
Prometi a mim mesma que nunca mais gostaria de alguém e nem mesmo seria capaz de voltar a sentir meu coração acelerar quando pensasse em outro.
O amor que sentia virou uma lembrança que tenho medo de trazê-la à tona e junto a ela despertar tudo o que senti um dia.
Os sentimentos são incontroláveis e isso me assusta. O que fazer quando se tem medo de que tudo se repita?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Confusões sentimentais


Basta um momento de carência para que todos a sua volta se tornem "os amores da sua vida". Um sorriso, uma palavra ou um segundo de atenção já é o suficiente para que você sinta o coração disparar. 
E quando você sempre viu a pessoa de uma maneira e de um dia pro outro você sente as mãos tremerem só de pensar em ganhar um abraço ou um simples sorriso?
O amor não acontece assim tão de repente, ele apenas se desenvolve sem avisar. Quando você se dá conta, ele já se instalou em seu peito, te deixando totalmente sem ação. 
É tão bom amar e ser amado, pena que isso não ocorre com frequencia. Muitas vezes nos enganamos a respeito desse sentimento, pois todo ser humano é dotado de esperança. Esperança de saber amar, ser feliz e não sofrer.
Esperamos que nossas expectativas sejam superadas e os sentimentos retribuídos da mesma forma e com a mesma intensidade.
O mais irônico é que nunca aprendemos. Mesmo após um longo e marcante período de sofrimento, caímos em tentação e nos entregamos de corpo e alma a outro amor. Tudo se torna bonito novamente, as coisas fazem mais sentido e o mundo a nossa volta ganha um colorido especial. 
Ainda que saibamos que há grandes chances de sairmos feridos, vale a pena correr o risco. Na vida é necessário ter um incentivo que valha a pena, seja real ou platônico, o amor só pode ser encontrado a partir do momento em que baixamos a guarda e esperamos pacientemente pela nossa metade ainda desconhecida.