domingo, 4 de dezembro de 2011

Alheia a si mesma




Como uma estranha dentro de seu próprio corpo, ela apenas buscava uma justificativa sábia para tudo o que acontecia bem lá no fundo do coração.
De repente tudo estava diferente. Sentia o medo do que podia acontecer, mas a esperança alimentava aquela desconhecida sensação.
Com os sentidos aguçados, podia sentir aquele aroma desconcertante há quilômetros de distância. Bastava um ruído para que a pulsação acelerasse mais que o normal.
Aquilo não podia estar acontecendo. Não entendia como caíra nessa armadilha. Logo ela, que sempre soube lidar com os sentimentos alheios, agora se encontrava em um beco sem saída e sua única escolha era se apegar àquele sentimento assustador.
Tentou agir com indiferença. Não funcionou. O amor a consumiu por completa.
A história que havia sido escrita antes mesmo dela se dar conta de que não possuía controle sobre nada estava sendo rasurada e nada mais podia ser feito.

Um comentário:

Vilhelm disse...

Oi,
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