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quarta-feira, 11 de abril de 2012

A descoberta e o desejo de liberdade



Pra que gritar se não existe razão? Pra que se esconder se não há perigo algum?
Dói quando descobrimos que as pessoas não são tão boas quanto pensávamos. É triste perceber que durante anos você se enganou.
E quando a questão não é mais a amizade em si, mas sim o que ela causa nas pessoas que estão próximas e, de alguma forma, sairão feridas quando você explodir e dizer que nada mais importa além do seu bem estar e da sua carta de alforria?
Quero viajar, ver o mar, conhecer o mundo, me desligar.
Sei que dessa forma só adiarei meus problemas, mas pelo menos, por um breve momento, eles seriam esquecidos...
Só queria poder controlar o tempo para que o fim dessa jornada logo chegasse. Apenas preciso seguir meu caminho, me estabelecer. O que mais desejo é ser livre, ser de todo mundo. Quero viver.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sinto tanta saudade...


Não posso ser egoísta ao ponto de dizer o que realmente estou sentindo. Eu sabia que seria assim, combinamos que seria assim, mas estraguei tudo.
Vejo sua vida se ajeitando. Fico feliz em saber que as lagrimas de tristeza deram lugar a sorrisos e a uma expressão suave.
Sinto saudade, mas estou tão acostumada com essa sensação que, mais cedo ou mais tarde, sei que isso vai passar, só preciso me acostumar.
E quantas vezes ensaiei dizer coisas que na hora não disse, pois de certa forma eu sabia que não era justo exigir de você o mesmo sentimento que já fazia parte de mim.
O bom é que superei meu passado com sua constante presença ... é uma pena que agora eu seja obrigada a me deparar constantemente com a sua ausência.
Sim, eu sinto muito a sua falta. Desde quando acordo e não vejo uma mensagem de bom dia, até quando me deito e não sei se você já dormiu ou se passa as noites em claro, como antigamente.
O que me tranquiliza é saber que agora você tem outro alguém pra cuidar de você ... Alguém que estará sempre por perto. E isso é algo que eu ainda não posso fazer.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Alheia a si mesma




Como uma estranha dentro de seu próprio corpo, ela apenas buscava uma justificativa sábia para tudo o que acontecia bem lá no fundo do coração.
De repente tudo estava diferente. Sentia o medo do que podia acontecer, mas a esperança alimentava aquela desconhecida sensação.
Com os sentidos aguçados, podia sentir aquele aroma desconcertante há quilômetros de distância. Bastava um ruído para que a pulsação acelerasse mais que o normal.
Aquilo não podia estar acontecendo. Não entendia como caíra nessa armadilha. Logo ela, que sempre soube lidar com os sentimentos alheios, agora se encontrava em um beco sem saída e sua única escolha era se apegar àquele sentimento assustador.
Tentou agir com indiferença. Não funcionou. O amor a consumiu por completa.
A história que havia sido escrita antes mesmo dela se dar conta de que não possuía controle sobre nada estava sendo rasurada e nada mais podia ser feito.